Grupos de Trabalhos

GT 1 – “GT – Teoria Social e Ontologia do Presente: novas formas de pensar a realidade social contemporânea”

Coordenador: Eduardo Rosa Guedes 

Debatedor: Prof. Dr. Marcos Lacerda (PNPD)

Ementa: Este grupo de trabalho tem por objetivo construir um espaço de interlocução acadêmica acerca de como a realidade social contemporânea pode ser explicada, representada e descrita teórico-conceitualmente. Nesse sentido, levando em consideração abordagens transdisciplinares, com enfoque nas mudanças sociais associadas ao advento das Tecnociências e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o presente GT tem como escopo epistemológico: teorias sobre a Sociedade Contemporânea que visam formular uma ontologia do presente. À vista disso, cremos, podem ser contempladas análises em suas diversas dimensões, notadamente aquelas que se direcionam à financeirização e informatização do Capital no âmbito do neoliberalismo e difusão das Tecnologias da Informação; do impacto de tais tecnologias em alterações na percepção das dimensões espaço-tempo, ao lado de reconfigurações da vida social; do processo de aceleração social, de feição exponencial e super exponencial, na realidade social contemporânea. Serão bem-vindos trabalhos que contemplem a presente temática por um viés sociológico, mas com a possibilidade de dialogar com a Filosofia, Comunicação, Tecnologia, dentre outras áreas do conhecimento. 

GT 2- Conflitos Socioambientais no Mundo Moderno: as lutas e r-existências das comunidades tradicionais na defesa de seus territórios

Coordenadores: Laylson Mota Machado, Luan Gomes dos Santos Oliveira 

Debatedor: Prof. Dr.  William Héctor Gómez Soto

Ementa: Este Grupo de Trabalho objetiva reunir pesquisas (concluídas e em andamento) que componham o escopo teórico dentro da perspectiva dos desastres e conflitos socioambientais, elencando o papel do Estado e a atuação das comunidades tradicionais nas disputas territoriais por modos de subsistência. Dessa forma, a proposta deste GT visa destacar os processos de reprodução social das populações tradicionais, as suas interações entre o rural e o urbano, as ocupações de terras, resistências aos grandes projetos de hidrelétricas, mineradoras e extrativistas, e as contribuições das questões sociais e ambientais no mundo moderno e colonial. Com isso, levando em consideração o contexto pandêmico, busca-se acolher pesquisas que apresentem as formas como essas populações enfrentaram a pandemia, buscando destacar como isso acarretou em seus modos de vida. Os trabalhos acolhidos podem se inserir no escopo da análise das transformações e reconfigurações na disputa territorial, destacando os processos de luta e resistência enfrentados pelos grandes projetos. Por meio disso, este grupo de trabalho se propõe a aprofundar os debates acerca das relações entre sociedade e ambiente, cultura e território, formas de organizações sociais do ponto de vista tradicional, como da perspectiva dos movimentos sociais e sindicais. As abordagens acolhidas no presente grupo voltam-se para contribuição dentro da perspectiva sociológica, entretanto, serão aceitas o debate interdisciplinar em que as diversas áreas dos saberes possam contribuir com a questão dos conflitos socioambientais. 

GT 3 – Violência, segurança pública, atores/instituições e  movimentos sociais

Coordenadores: Jiulia Heling, Eduardo Urrutia, Carolina Freitas 

Debatedora: Profa.Dr. Simone Gomes

Ementa: Através de uma óptica interdisciplinar, este GT propõe dialogar sobre Sociologia da Violência e os diferentes sentidos dos conflitos sociais. Interessam-nos pesquisas em andamento ou concluídas, que apresentem abordagens teóricas e/ou empíricas sobre violência de gênero, juvenil, institucional, contra idosos(as), entre outras; as questões atinentes à segurança pública; sistema prisional, de justiça e movimentos sociais. Incluem-se, ainda, pesquisas que abordem a violência policial, o tema das facções, bem como demais atores que participam das dinâmicas da questão penitenciária (Judiciário, Polícia Penal, Ministério Público, Defensoria Pública, ONGs, Conselho da Comunidade, etc). Também serão aceitos estudos cujos temas dialoguem com as implicações que o mundo digital trouxe e a influência da Covid-19 nestes diferentes contextos.

GT4- Abordagens interseccionais de raça, gênero e mobilidades  

Coordenadores: Matheus Lira Bento, Mara Beatriz Nunes Gomes

Debatedor: Prof. Dr. Marcus Spolle

Ementa: Conscientes da constante precarização das vidas subalternizadas em países de periferia global, sobretudo no contexto da pandemia de Covid-19, o grupo de trabalho tem por escopo promover debates sobre as temáticas de raça, gênero, sexualidade, deslocamentos forçados e demais migrações internacionais em seus mais amplos desdobramentos, particularmente enquanto categorias de articulação de interseccionalidade. Serão aceitas pesquisas em andamento, em fase de conclusão ou concluídas que possuam tais categorias como foco central do trabalho ou, pelo menos, sejam uma de suas categorias de análise. Encorajamos perspectivas interdisciplinares sobre os temas, objetivando (re)pensar os conceitos de raça, gênero e não pertencimento nacional enquanto categorias de demarcação social. Abordagens teóricas ou empiricamente guiadas serão recepcionadas, reunindo reflexões dedicadas ao debate de problemáticas guiadas pelo tensionamento crítico formulado por diferentes vertentes de teorias feministas, raciais e migratórias.

GT 5- Sociologia Econômica, Democracia e Emoções

Coordenação: Débora da Silva Olivo e Adriano Emmel 

Debatedores:  Profa.Dr. Elaine Leite e Prof. Dr. Pedro Lisdero

Ementa: O GT Sociologia Econômica, Democracia e Emoções pretende incentivar debates que considerem o campo das emoções como dimensão social relacionada à Economia e à Democracia, reconhecendo no contexto global, que fortalece o capital tanto na esfera material quanto no âmbito humano e subjetivo, mecanismos políticos, econômicos, culturais, educacionais para a produção e reprodução de riqueza e das desigualdades sociais, bem como para a formação de indivíduos empreendedores. Dispõe-se a acolher estudos que contemplem diferentes abordagens sociológicas sobre esses temas, além das diversas formas que identifiquem na relação entre economia e emoções efeitos sociais que fragilizam os pilares da democracia.

GT 6- Trabalho, identidades, gênero e cuidado

Coordenação: Luana Costa Bidigaray, Adriane Denise Fonseca Lopes e Gabriela Pecantet

Debatedores: Profa. Dr. Marilís Lemos de Almeida (UFPel), Profa. Dr. Ana Paula D’Avila (UFPel)

 Ementa: O GT 06 tem como objetivo debater as desiguais e contraditórias relações estabelecidas no âmbito do cuidado, considerando as dimensões de gênero, raça, bem como trabalho remunerado e não remunerado. Afinal, este universo é permeado por relações desiguais de gênero e raça que se entrelaçam a distintos marcadores de diferenças, e essas intersecções assumem delineamentos dessemelhantes inclusive sob a perspectiva geracional. Parte-se da compreensão de que as relações de cuidado nascem no âmbito da vida doméstica e se moldam a partir de condições sociohistóricas associadas a uma sociedade capitalista e ancorada no patriarcado. Alcançando a esfera da reprodução social e levando em consideração as contemporâneas transformações organizacionais, tecnológicas e econômicas no mundo do trabalho. Também se faz possível explorar as dimensões da profissionalização do cuidado, formação e (des)valorização profissional nas distintas áreas de atuação, como saúde e educação, além da invisibilização das funções de cuidado e o trabalho emocional atrelado a este. Neste sentido, serão aceitas pesquisas, em andamento ou concluídas, que analisem o cuidado enquanto trabalho imaterial a partir de uma perspectiva crítica que o compreenda dentro de uma perspectiva de gênero e raça. Podendo estabelecer relações entre cuidado e políticas públicas, formação e atuação profissional, cuidado no âmbito doméstico, cuidado enquanto trabalho corporal e emocional, etc. Para além, também serão bem-vindas pesquisas que tratem da dimensão do cuidado desde o início da pandemia do Covid-19, levando em consideração a sobrecarga das mulheres cuidadoras, a fragilidades das políticas públicas e a necessidade das famílias assumirem a responsabilidade de cuidadores exclusivos e a relação entre a crise sanitária e a materializada crise do cuidado. 

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